Timóteo busca financiamento junto ao governo de Minas e BDMG para finalizar obras das UBS´s dos bairros Ana Rita e Limoeiro

Projeto de Lei para terminar obras que estão paradas desde 2015 foi encaminhado à Câmara e aguarda votação dos vereadores

Com o objetivo de concluir duas importantes unidades de saúde em Timóteo, cujas obras foram iniciadas em 2012 e estão paralisadas desde 2015, o Executivo de Timóteo encaminhou no início desta semana à Câmara de vereadores projeto de lei que autoriza o Município a contratar operações de crédito com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

A matéria prevê a contratação de crédito até o montante de R$ 3 milhões para serem investidos nas obras das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros Ana Rita, cujo cronograma está em 50%; Limoeiro, com 15% dos serviços executados; além da reforma do imóvel do Centro Municipal de Educação Integrada – Educação de Jovens e Adultos (CMEI-EJA). Além das aulas do EJA, este imóvel, localizado no bairro Centro Norte, vai passar a abrigar também parte da estrutura da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.

Na justificativa apresentada ao Legislativo, o Executivo lembra que entre o início das obras e a sua suspensão (entre 2012 e 2015) quatro prefeitos passaram pelo Município “sem que ações concretas fossem adotadas para a retomada dos empreendimentos mencionados”. Some-se a isso o fato de que o Estado de Minas Gerais e o governo federal atravessam uma crise econômica e financeira deixando o Município sem qualquer previsão de repasse de recursos para dar sequência às estas obras.

“O fato de as obras estarem paradas esse tempo todo acaba causando ainda mais prejuízos à municipalidade”, explicou o prefeito Douglas Willkys. O pagamento de aluguel dos dois imóveis também acaba onerando os cofres públicos.

“Obra parada é prejuízo certo para o Município, por isso entendo que esses recursos que estamos pleiteando vão resolver um problema que se arrasta há vários anos”, pontuou o prefeito Douglas. O empréstimo tem uma carência de 18 meses para começar a ser pago, período inferior à previsão para o início dos repasses dos recursos retidos pelo Estado e que começarão a ser transferidos a partir de 2020. Só com o município de Timóteo, a dívida já ultrapassa a casa dos R$ 35 milhões, recursos mais do que suficientes para cobrir o empréstimo com o BDMG.

A expectativa a partir de agora é que os vereadores avaliem o projeto sob o ponto de vista da importância e do alcance que esses investimentos representam para a população de Timóteo.