Ipatinga: UTI do Hospital Municipal já conta com assistência 24 horas de fisioterapeutas

A implantação da assistência de Fisioterapia 24 horas aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Elaine Martins (HMEM), em Ipatinga, é uma das conquistas mais celebradas pelos profissionais durante o II Encontro de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais da rede municipal de Saúde, que se estende até às 19h desta quinta-feira (10). A programação acontece no próprio HMEM, no bairro Cidade Nobre, desde quarta-feira (9).

A iniciativa já é uma adequação do município ao Projeto de Lei Federal 1909/15, que determina a obrigatoriedade de fisioterapeuta por 24 horas na UTI. A proposição foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2018.

Estudos apontam que as sessões de fisioterapia quando realizadas de forma integral reduzem em até 40% o tempo de internação de um paciente em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), além de diminuir o risco de complicações e infecções hospitalares. 

A notícia é compartilhada no mesmo momento em que as categorias comemoram os 50 anos de regulamentação profissional no Brasil e 13 anos de serviços prestados na unidade hospitalar de Ipatinga.

O evento reúne mais de 100 pessoas, dentre eles profissionais que atuam na Policlínica Municipal, no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), na Clínica Psicossocial (Clips) e na Clínica de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS).

Segundo a coordenadora de Fisioterapia do HMEM, Cíntia Sabadini, “o encontro entre os profissionais gera benefícios não somente para a classe, pela atualização de informações, networking, mas também para o munícipe, que passa a ver os benefícios da integração dos setores, o fluxo de atendimento, que impactam diretamente em sua assistência”, cita.

Na atenção primária, trabalhos preventivos de agravos físicos e estimulação cognitiva são os mais ofertados. Já na assistência especializada, são promovidos programas de reabilitação e recuperação de pacientes fisicamente lesados.

Para a terapeuta ocupacional Samara Baptista Brandão, que atua no NASF há cinco anos, o evento é importante para tornar mais conhecida sua profissão, desmistificando preconceitos e apresentando o trabalho que exercícios e terapias promovem na reabilitação de pessoas que apresentam limitações nos aspectos psicomotor e cognitivo”.  

Fonte: PMI