Trump ameniza discurso e diz que imigrantes da caravana não serão atacados pelo Exército

Depois de dizer que o Exército poderia “abrir fogo” contra imigrantes da caravana de Honduras que tentassem atirar pedras contra os militares, Donald Trump voltou atrás. Nesta sexta, 2, o presidente afirmou que os imigrantes ilegais poderão ser presos, mas que não sofrerão ataques das tropas.

“Eles [os soldados] não terão que atirar. O que eu não quero é que eu não quero essas pessoas jogando pedras”, afirmou o presidente. “Se eles fizerem isso conosco, serão presos por um longo tempo.”

A menos de uma semana das eleições parlamentares nos Estados Unidos, nas quais o Partido Republicado de Trump tenta manter o controle do Congresso, o mandatário tem endurecido sua posição sobre imigração.

Trump enviou 5.200 soldados para a fronteira com o México na última segunda-feira, a fim de enfrentar a caravana de migrantes que saíram de Honduras e atravessaram a América Central e o território mexicano a pé para buscar oportunidades de emprego nos EUA. O presidente sinalizou na quarta que o número de soldados pode chegar a 15 mil, superando o número de enviados ao Afeganistão.

A Casa Branca também demonstrou a intenção de modificar a 14ª Emenda Constitucional – que concede o direito de cidadania americana a quem nasce no país, independentemente da nacionalidade dos pais – e acabar com a concessão de cidadania por nascimento.

Cerca de 4 mil imigrantes, em sua maioria hondurenhos, deixaram a América Central no dia 12 de outubro para fugir da pobreza e buscar melhores oportunidades de vida e emprego nos Estados Unidos.

Três semanas depois, restam pouco mais de 2 mil pessoas na jornada. Eles estão a caminho da Cidade do México para pedir ao governo documentos para poder transitar até a fronteira com os EUA.

Outro grupo, com cerca de 1.500 imigrantes de El Salvador, cruzou nesta sexta o rio Suchiate, que divide Guatemala e México. Apenas algumas famílias salvadorenhas que decidiram aceitar o asilo permaneceram na saída da ponte no lado mexicano, onde aguardam a chegada de um ônibus enviado pelas autoridades.

Carregando seus pertences sobre as costas e alguns com crianças no colo, os salvadorenhos cruzaram o rio Suchiate seguindo os passos das caravanas de hondurenhos que percorreram o mesmo caminho rumo aos Estados Unidos, fugindo da violência e da pobreza.

Trump prometeu enviar até 15 mil soldados à fronteira com o México para evitar que os grupo de imigrantes ilegais adentrem o território estadunidense.

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